quinta-feira, 27 de março de 2014

DESAFIO - sete dias sem reclamar

Depois de postar sobre a influencia da vibração e a importância de vigiar o pensamento, lancei-me um desafio – um mês sem reclamar.


RECLAMAR – segundo o dicionário:
re.cla.mar 
(lat reclamare) vti e vint 1 Exigir, protestar, reivindicar (direitos): Reclama o povo contra as arbitrariedades governamentais. Reclamou por justiça. Ninguém tinha razão, mas todos reclamavam. vtd 2 Pedir com protesto, insistentemente, reiteradamente, a entrega ou devolução de: Interpelou o guarda, reclamando os seus documentos. vint 3 Queixar-se, protestar: "Medeiros e Albuquerque, que prefaciou aquele livro, não reclamou" (Afrânio Peixoto). vtd 4 Exigir, reivindicar: Cada qual reclame o que lhe pertence. Reclamam para si essa glória. vtd e vti 5 Pedir, solicitar: Nem bem acaba de almoçar ou jantar, já reclama a sobremesa e o café. O operário tem o direito de reclamar do patrão que lhe pague o salário. vtd e vti 6 Exigir, invocar: Reclamem a observância do regulamento. Os vereadores reclamam da mesa da câmara o cumprimento do regimento interno. vtd 7 Demandar, exigir; ter necessidade de: As ovelhas reclamam os desvelos do seu pastor.vtd 8 Chamar (uma ave) com o reclamo de outra.


Contei essa minha meta somente para um grupo seleto de amigas de infância que graças a tecnologia telefônica e cibernética(?) diariamente narramos nossas vidas, desabafamos nossos medos, trocamos fotos dos filhos, looks do dia, enfim, temos contatos diários como na época escolar, (farei um post somente sobre isso, porque ter amigos é importante, mas ter amigos verdadeiros, de décadas, e em um grupo quase confessionário é realmente uma dádiva), e, resolvemos juntas cumprir o desafio.
Primeiro, reduzimos o tempo do teste para uma semana ao invés de um mês, seriam 07 dias sem reclamar – do marido, dos filhos, da falta de dinheiro, do calor, do regime que não funciona e, todas as lamúrias que praguejamos diariamente.


A experiência iniciou-se as 10h da sexta feira – 21 de março de 2014. Três minutos antes soltei alguns palavrões, como desabafo, e, começamos.
Outra regra importante determinada foi – a ausência de reclamações não se limitava ao grupo – incluía a vida real em todos os seus aspectos. Pedi também que todas anotassem e fizessem considerações importantes pois gostaria de perceber o que sentiram e quais as partes mais difíceis para cada uma.


Dia 01 – sexta feira: Sobre o primeiro dia descobri que com meus filhos, trabalho e o dia a dia foi muito mais fácil do que imaginei. Contudo, tive a nítida certeza que lidar com a vida conjugal é o maior dos meus desafios. Para encarar o problema criei o seguinte mecanismo, a cada momento que sentia uma sensação de insatisfação e reclamação surgindo ouvia em volume alto – mentalmente – um UEPAAAA!!! Na voz do Rick Martin e, de pronto meus pensamento mudavam de foco.


Dia 02: sábado: Passei a fazer anotações sobre tudo o que acontecia e pensava a respeito do meu experimento mas, cometi o grave deslize em deixar as anotações nas vistas de minha filha de 11 anos que descobriu qual era minha meta. Assim, ela se especializou em deturpar todos os meus comentário em : “ Ah lá!! Está reclamando.” – mesmo quando eu dizia um simples, vou colocar mais sal no feijão.
Encarei a situação como: desafio em nível hard.
O mais difícil ainda era a convivência marital – confesso que no final do dia já tinha ouvido uns quinze gritos do Rick Martin na cabeça e estes não mais surtiam efeito.
Precisei visualizar o Rick Martin gritando o UEPAA!! sem camisa para conseguir uma risada mental e readquirir meu equilíbrio emocional.
Antes de dormir orei muito pedindo mais paciência.

Dia 03: Domingo: Achei que o domingo fosse o dia mais difícil afinal, domingo é praticamente o sinônimo de reclamação – mas, o dia correu tranquilo. Com direito a acordar tarde, fazer brigadeiro e passar o dia ao lado dos meus filhos. Muito mais agradecimentos do que possibilidade de reclamações.

Dia 04 e seguintes: Com uma autoconfiança mais visível iniciei a segunda fase do meu desafio. E, confesso que tudo – absolutamente tudo – aconteceu para deixar o meu desafio no modo: hard metal máster plus.
Desde não receber um pagamento pré agendado e suas consequências até problemas com o carro, filhos e marido. Resumindo, uma semana que poderíamos chamar de cheia de altos e baixos.
Embora estivesse atenta aos meus pensamentos, e o Rick Martin naquela altura já estava rouco de tanto gritar sem camisa e em cima de uma cadeira (tive que ir reinventando a visualização) – foi impossível existir até a terça no período da tarde sem alguns pensamentos negativos.
De quarta feira em diante, os problemas foram se resolvendo e ficou mais fácil lidar com os percalços do meu cotidiano. Passei a, nos intervalos do trabalho, fazer pequenas preces pedindo força e determinação.

C O N C L U S Ã O:
* O desafio ainda não terminou mas, podemos concluir que não consegui cumpri-lo fielmente. Em alguns momentos, a insegurança e o estresse me tiraram da orbita e não consegui manter uma boa vibração.
* Idem para as minhas amigas. Teve quem revelou que não durou 24 horas.
* O fato de lançar-me ao desafio e ficar atenta aos meus pensamentos permitiu que 95% de pensamentos negativos ou não produtivos fossem evitados pois eu estava ali atenta ao que eu tinha me comprometido.
* A preocupação com o teor e a energia dos pensamentos emanados fizeram com que eu aprendesse certas coisas sobre mim mesma. E confesso que gostei do que senti e conheci.
* Não posso ver nem ouvir a voz do Rick Martin por pelo menos um ano. O trauma foi grande.




Beijos Fraternos.
Inté!


  

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